Foragido desde 2011 do MA, João de Elza é preso no Estado de Mato Grosso

Por Luís Pablo Polícia
 

João Cutrim Matos, o João de Elza, foi preso em Cuiabá, capital de Mato Grosso. Segundo informações, ele teria participado de um assalto a caminhão de carga com fertilizantes avaliado em mais de R$ 1 milhão. O secretário de Estado de Segurança do Maranhão, Aluísio Mendes, está buscando informações sobre a prisão e a transferência dele para o presídio de São Luís.

João Cutrim Matos, o João de Elza, é um dos dezenove apenados beneficiados com o Indulto de Natal que não retornaram a Penitenciária de Pedrinhas, em dezembro de 2011.

João de Elza está foragido do presídio do Maranhão desde dezembro de 2011

João de Elza está foragido do presídio do Maranhão desde dezembro de 2011

João de Elza foi condenado no dia 15 de julho de 2008, a 18 anos de prisão por homicídio qualificado pelo assassinato do publicitário Manuel Dias de Oliveira Filho, o Surama, crime ocorrido em 12 de agosto de 2001.

O conselho de sentença, formado por sete jurados, sendo quatro homens e três mulheres, decidiu por unanimidade pela condenação do réu. Por isso, o juiz decretou a pena de 19 anos de reclusão, com a atenuante de um ano por custa de tempo já cumprido de detenção de João de Elza, o que totalizou um período de 18 anos de prisão, a serem cumpridos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

De acordo com o secretário adjunto de Estabelecimentos Penais, João Bispo Serejo, 107 presos foram beneficiados pelo Indulto de Natal. Com relação ao detento João de Elza, Bispo Serejo afirmou que ele era um preso de bom comportamento e acabou sendo contemplado pela Justiça.

Caso Surama

João de Elza nunca confessou a morte de Surama. Alega que sequer o conhecia. Segundo o inquérito policial, o assassinato do publicitário está relacionado a uma dívida de R$ 600,00 que a irmã dele, Adalgisa Dias de Oliveira, teria com Teresa Lobato, a Tetê, dona do bar Sabor da Ilha, no Olho d’Água, tida como amante do acusado.

A dívida teria sido paga com um cheque, porém, sem fundos. Por isso, Teresa passou a cobrar a comerciante, que prometeu efetuar o pagamento. Com o passar dos dias, Teresa Lobato teria autorizado ao réu fazer a cobrança, na manhã do crime, um domingo, dia 12 de agosto de 2001, no bar de Adalgisa.

Surama, que morava em uma casa nos fundos do bar, não teria gostado da maneira como João de Elza chegou para cobrar Adalgisa. Ele, então, telefonou para Teresa Lobato, e teria reclamado do procedimento do cobrador. Segundo a acusação, depois do referido telefonema, a mulher teria contado tudo a João de Elza, que teria decidido retornar ao bar e tomar satisfações. A vítima estava dormindo e foi despertada pelo réu, que a matou.

Agravantes

João de Elza é, segundo a polícia, integrante de quadrilhas especializadas em assaltos a agências bancárias no Maranhão e em outros estados. Ele também é conhecido como pistoleiro de aluguel e responde, além da morte de Surama, por outros quatro homicídios praticados em São Luís e no interior do estado. Por um desses crimes, cometido no município de Cajari, ele foi condenado a seis anos de reclusão, em 1990, em Penalva.

Os outros homicídios ocorreram em 1994, nas proximidades do bar Tom Marrom, no Pingão, Anil; no ano seguinte, no povoado Coqueiro, em São João Batista; e, em 1997, em Viana. Apesar de o assassinato de Surama ter ocorrido em 2001, o criminoso só foi preso em abril de 2004, em Goiânia, depois de ter sido denunciado por quadrilheiros, seus comparsas.

Outra acusação

Além de assassinatos e assaltos, João de Elza foi acusado, em agosto de 2006, conforme investigações procedidas pelo Serviço de Inteligência da Polícia Federal, que encaminhou as informações à Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), de estar preparando uma emboscada, a ser executada por um irmão seu, contra delegado Robson Rui Lopes, que já foi diretor da Deic.

Os irmãos Matos Cutrim teriam uma rixa antiga com a família do delegado. Há mais de 10 anos, uma denúncia sobre roubo de gado, em Viana, feita por Miguel Lopes, pai de Robson Rui, teria culminado com a prisão de Raimundo Cutrim, o Raimundão, pai dos dois criminosos, que cumpriu pena no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Raimundão morreu pouco tempo depois de deixar a penitenciária, causando mais revolta entre seus familiares, que teriam passado a perseguir os de Miguel Lopes. (Com informações do Imirante)

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