Flavio Dino tenta justificar voto que barrou CPI do INSS em evento acadêmico no MA

Por Luís Pablo Justiça
 
Ministro Flávio Dino durante aula magna na UFMA

Ministro Flávio Dino durante aula magna na UFMA

O ministro do STF Flávio Dino aproveitou uma agenda acadêmica ontem, dia 27, no Maranhão, para dar uma resposta indireta à repercussão negativa do seu voto que barrou a CPI do INSS.

Durante aula magna na UFMA, Dino fez referência expressa ao julgamento do dia anterior e adotou uma linha jurídica para enquadrar a controvérsia.

“O que define é o caso concreto, é o problema concreto”, afirmou o ministro.

A fala ocorre após críticas que apontaram contradição entre o voto na CPI e a existência do inquérito das Fake News no próprio STF, que se prolonga há anos.

Ao mencionar o julgamento e, em seguida, afirmar que não existe resposta única ou “cristalizada”, o ministro delimita o alcance do próprio voto e sustenta que decisões não podem ser generalizadas.

O discurso, porém, surge em meio a um desgaste evidente. A crítica central não é sobre técnica jurídica isolada, mas sobre coerência.

Ao afirmar no julgamento que investigações prolongadas podem representar abuso, Dino abriu espaço para a comparação direta com o inquérito das Fake News — conduzido no próprio STF e sem prazo definido há anos.

A declaração feita na UFMA, ao invocar o “caso concreto”, funciona como uma tentativa de afastar essa comparação.

Na prática, o ministro sustenta que o voto da CPI do INSS não pode ser utilizado como parâmetro para outros casos, mesmo quando o ponto central da crítica é justamente a duração das investigações.

É nesse ponto que está o questionamento. Se não há um critério minimamente uniforme sobre limites e duração de investigações, a aplicação do direito passa a depender exclusivamente da interpretação adotada em cada situação.

E isso reforça a percepção de seletividade — exatamente o argumento levantado por críticos após o julgamento.

Ao optar por essa linha, Dino não enfrenta diretamente a acusação de incoerência. Ele a contorna.

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Um comentário em “Flavio Dino tenta justificar voto que barrou CPI do INSS em evento acadêmico no MA”

  1. Edson Sardinha Silva

    MANDAR A PF NA SUA CASA É MOLE! QUERO VER MANDAR O TJRJ CUMPRIR A DECISÃO DA ADI 3782 IMPEDINDO O ENRIQUECIMENTO ILICITO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO QUE MANTEM GUARDAS JUDICIÁRIO DENTRO DE CARTÓRIOS FAZENDO TRABALHO DE ANALISTAS E TECNOLOGIA DE ATIVIDADE JUDICIÁRIA RESOLUÇÃO 380 DO CNJ MANDANDO TRANSFORMAR GUARDAS JUDICIÁRIOS EM POLICIAIS JUDICIAIS E DEVOLVENDO PMS AS RUAS DA CIDADES.

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