Empresário que atropelou duas mulheres em Imperatriz segue sem punição

Por Luís Pablo Polícia
 
Empresário Marcelo do Peixe

Empresário Marcelo do Peixe

O silêncio da Justiça e a dor das famílias marcam o caso do acidente registrado na madrugada de 25 de outubro de 2024 em Imperatriz-MA. Duas mulheres foram violentamente atingidas por uma caminhonete Hilux, conduzida pelo empresário Marcelo do Peixe, e até hoje, oito meses depois, não há responsabilização judicial.

O episódio foi registrado em vídeo de câmeras de segurança, que escancaram a frieza do condutor. Após o choque, Marcelo desce do veículo e, em vez de socorrer as vítimas que permaneciam caídas no asfalto, recolhe apenas o para-choque da caminhonete, retorna para o carro e deixa o local. A cena, considerada um ato de desprezo à vida, revoltou moradores e familiares das vítimas.

As duas mulheres, que preferem não ter os nomes revelados por segurança, permanecem em tratamento de saúde. Uma delas enfrenta limitações físicas permanentes, enquanto ambas lidam com traumas emocionais severos. Para familiares, o maior sofrimento é ver o responsável identificado, mas sem qualquer consequência efetiva.

“As marcas não são só no corpo, são na alma. E a impunidade é o que mais machuca”, desabafou um parente.

A Polícia Civil confirmou que Marcelo foi formalmente identificado como condutor da Hilux e que o inquérito ainda está em andamento. Apesar disso, ele nunca foi preso nem denunciado formalmente pelo Ministério Público, o que gera forte cobrança da sociedade civil.

A omissão de socorro em acidentes de trânsito é crime previsto no Código Penal, podendo levar à prisão. E o caso reúne elementos suficientes para que o Judiciário dê uma resposta rápida. Essa demora transmite à sociedade a ideia de que a vida das vítimas vale menos do que o poder econômico de quem está ao volante.

Os familiares e amigos das vítimas estão organizando mobilizações para pedirem uma punição ao condutor. Para eles, deixar o episódio cair no esquecimento significaria legitimar um ato brutal de irresponsabilidade e desumanidade no trânsito.

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