Vorcaro autorizou simular assalto para ‘quebrar dentes’ de jornalista

Vorcaro e Lauro Jardim
A Polícia Federal prendeu preventivamente, nesta quarta-feira (4), o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em mais uma fase da Operação Compliance Zero.
A investigação apura um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito supostamente falsos.
Mas o que mais chama atenção não é apenas o rombo financeiro. É o ataque direto à liberdade de imprensa. Segundo revelou o colunista Lauro Jardim, da CBN e de O Globo, mensagens encontradas no celular de Vorcaro mostram um plano para retaliar o jornalista por publicar informações sobre o banco.
No grupo de WhatsApp chamado “A Turma”, o banqueiro teria autorizado ações contra Jardim.
A ideia, conforme as mensagens, era primeiro monitorar o jornalista para “descobrir coisas ruins” sobre ele. Depois, simular um assalto para “quebrar seus dentes”.
O próprio Lauro Jardim afirmou que foi citado nominalmente nas conversas e que o plano foi “planejado e autorizado”.
A Polícia Federal pediu a prisão preventiva de Vorcaro, do cunhado Fabiano Zettel e de dois funcionários ligados a ele — entre eles um policial civil aposentado, apontado como responsável por “serviços sujos”. A decisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça.
No mandado de prisão também aparecem referências a relações consideradas “absolutamente inapropriadas” entre Vorcaro e o ex-diretor do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza, afastado em janeiro pelo presidente Gabriel Galípolo.
Outro nome citado é o de Belline Santana, também afastado da autarquia. Diante do material apreendido, cresce a expectativa de que o banqueiro possa firmar acordo de delação premiada. Nos bastidores, a avaliação é que uma eventual colaboração poderia atingir nomes de peso.
Em nota, O Globo afirmou que repudia “veementemente” as iniciativas criminosas planejadas contra o colunista e destacou que a ação tinha como objetivo “calar a voz da imprensa, pilar fundamental da democracia”.



04/03/2026 às 20:11
Nos bastidores, dizem que a reação do banqueiro não foi apenas por causa das notas ácidas na coluna do jornalista. A “surra” teria raízes mais antigas: afinal, no passado, os dois dividiram um inocente cafezinho — e agora o jornalista resolveu temperar suas notas com insinuações nada suaves.
05/03/2026 às 10:13
será que o moraes sabia disso?