Nenhum candidato ao Governo do Maranhão tem passado de honestidade

Por Luís Pablo Política
 
Deputado federal Josimar de Maranhãozinho, senador Weverton Rocha e o vice-governador Carlos Brandão

Deputado federal Josimar de Maranhãozinho, senador Weverton Rocha e o vice-governador Carlos Brandão

No Estado do Maranhão, não existe nenhum candidato ao governo com conduta ilibada. Os três principais que disputam a corrida eleitoral têm o passado marcado por investigação de corrupção.

O primeiro da relação é o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL). Conhecido das páginas policiais, o parlamentar é apontado como o mais corrupto por já ter sido alvo de operações da Polícia Civil e da Federal.

O histórico de Josimar é marcado por crimes de peculato, lavagem de dinheiro e de organização criminosa. Foi alvo dos federais por desvios de emendas parlamentares destinas à Saúde no Estado (veja aqui).

A nível estadual, o deputado já foi alvo de operação do Gaeco e Polícia Civil. Foi acusado de fraudes em processos licitatórios em diversas prefeituras. A investigação apurou que foi movimentado o montante de R$ 159 milhões em contratos com empresas controladas por Josimar (veja aqui).

O segundo da lista é o senador Weverton Rocha (PDT). Weverton carrega acusações desde época do governo Jackson Lago (já falecido), quando era secretário de Esporte e Juventude, sendo investigado por envolvimento em desvio de verbas.

O senador foi acusado pelo Ministério Público por crime de violações à lei de licitações e por peculato (desvio de dinheiro público feito por agente público) envolvendo a contratação e celebração de termo aditivo para reforma e ampliação do Ginásio Costa Rodrigues, em São Luís-MA. O prejuízo aos cofres públicos teria custado mais de R$ 5,38 milhões (veja aqui).

Weverton Rocha também já foi investigado por peculato e corrupção, por suposto envolvimento com o desvio de verbas do Ministério do Trabalho, por meio a contratação irregular de ONGs. Também já respondeu por supostamente ter se beneficiado do uso de um jatinho custeado por entidade social conveniada com o Ministério do Trabalho, à época em que atuava como secretário da pasta.

O terceiro da relação é o vice-governador Carlos Brandão. A vida pública de Brandão se iguala aos demais, isso porque ele também já foi denunciado por “farra” com dinheiro público.

Na época, a Procuradoria da República denunciou o vice-governador por uso indevido da cota parlamentar reservada para comprar passagens aéreas no exercício do mandato, quando era deputado federal. Brandão e mais 442 políticos foram alvos de investigação na chamada “farra das passagens” na Câmara Federal.

O vice-governador e seus colegas de parlamento utilizavam indevidamente recursos públicos a que tinham direito em função do cargo para emitir passagens aéreas em nome de terceiros (como parentes, amigos e cabos eleitorais) para passearem.

Em sua campanha ao governo do Maranhão, Carlos Brandão diz por onde passa que é um político honesto mas esquece do passado de investigação. Como esquecer o passado e viver o presente falando de honestidade? Não faz sentido (veja aqui e aqui).

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