BOMBA! Deputado Yglésio revela mensagens atribuídas a desembargador Ney Bello com ameaças a Brandão

Desembargador Ney Bello e o deputado Yglésio Moyses
O site do Luís Pablo teve acesso aos prints das mensagens atribuídas ao desembargador federal Ney Bello (TRF-1) que, segundo a apuração, foram enviadas ao deputado federal Rubens Pereira Júnior com a orientação de encaminhar ao pai, o secretário de Articulação Política do Maranhão, Rubens Pereira (Rubão), para que este repassasse o recado ao governador Carlos Brandão.
O caso foi denunciado publicamente pelo deputado estadual Yglésio Moyses, em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (21).
Nas mensagens, atribuídas a “Ney Bello” diz que o governador “precisa baixar a bola e segurar a arrogância burra dos irmãos”, afirma que “há alguns inquéritos para estourar e isso vai jogar ele na lama” e arremata: “ou ele parte para contenção de danos ou ele não chega em abril”.
Em seguida, apresenta um roteiro de cinco exigências: afastar o irmão de tudo que diga respeito ao governo; “entregar as secretarias de volta ao PT”; anunciar publicamente que é candidato a senador e que o vice Felipe Camarão assumirá numa ampla coalizão; tirar a maioria dos parentes do governo e recompor com a base; e dizer que não se mete na eleição da Alema, deixando ‘o STF decidir’. A sequência termina com a autorização: “Se Rubão quiser usar meu nome como vetor desses 5 itens, ele pode usar”.
Para parlamentares ouvidos pelo blog e para o próprio Yglésio, o conteúdo tem tom de pressão e ameaça política e, se confirmado, é incompatível com a função jurisdicional, podendo ensejar representação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A gravidade cresce pelo conflito de interesses apontado nos bastidores: Ney Bello é tio do deputado estadual Leandro Bello, aliado da pré-candidatura de Felipe Camarão ao governo — projeto que contraria a vontade do governador de lançar o sobrinho Orleans Brandão.
Até a publicação desta matéria, não houve manifestação oficial do desembargador Ney Bello nem do TRF-1 sobre o teor das mensagens. O site do Luís Pablo reforça que o material é apresentado como mensagens atribuídas ao magistrado e que a autenticidade deve ser apurada pelas autoridades competentes. Caso haja resposta dos citados, o espaço permanece aberto para publicação integral do posicionamento.

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