Uso de verba do Fundeb pode levar gestão de Dr. Júnior ao radar da PF

Por Luís Pablo Política
 
Prefeito de Peritoró, Dr. Júnior (PP)

Prefeito de Peritoró, Dr. Júnior (PP)

O que era uma irregularidade administrativa pode ganhar dimensão criminal em Peritoró-MA. Auditoria do Tribunal de Contas do Maranhão apontou que a gestão do prefeito Dr. Júnior (PP) utilizou recursos do Fundeb para pagar assessor jurídico, nutricionista e até o próprio secretário de Educação em 2024.

O detalhe que agrava o caso é que o Fundeb é composto por recursos federais. Ou seja, eventual desvio de finalidade não é apenas uma falha contábil — pode configurar crime federal.

Segundo o relatório, os pagamentos considerados incompatíveis com a finalidade do fundo somaram R$ 92.856,20.

O assessor jurídico Luis Sales Coelho recebeu R$ 26.250,00 com verba do Fundeb entre maio e dezembro. Já o então secretário de Educação, Jhonadison Fernando Higino Delgado, recebeu R$ 66.606,20 entre janeiro e junho do mesmo ano.

Há ainda o pagamento de R$ 26.400,00 à nutricionista Jacqueline de Oliveira da Mata com recursos da parcela de 70% do Fundeb — percentual que, por lei, deve ser destinado exclusivamente à remuneração de profissionais do magistério em efetivo exercício.

O uso irregular de verba federal pode enquadrar o gestor na Lei de Improbidade Administrativa e, em casos mais graves, em crimes previstos no Código Penal e na legislação específica de responsabilidade fiscal.

Como se trata de recurso com participação direta da União, o caso pode chamar atenção da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

Se confirmada a irregularidade dolosa, o prefeito pode enfrentar consequências como devolução de valores, multa, perda da função pública, suspensão de direitos políticos e até ação penal.

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