Bolsonaro posa com camisa do MAC em registro com filho e netas

Por Luís Pablo Política
 
Bolsonaro coma camisa do MAC ao lado do filho Flávio e das netas

Bolsonaro com a camisa do MAC ao lado do filho Flávio e das netas

O ex-presidente Jair Bolsonaro apareceu usando uma camisa do clube de futebol Maranhão Atlético Clube (MAC) em um registro com um dos filhos, o senador Flávio Bolsonaro, e duas netas, filhas do parlamentar.

O momento descontraído em família foi postado nas redes sociais do senador, nesse sábado (2), um dia antes das manifestações realizadas em todo país em apoio ao ex-presidente Bolsonaro e contra as medidas adotadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A foto de Bolsonaro, no entanto, chamou a atenção dos maranhenses. “Com a camisa do MAC time do nosso Maranhão”, comentou um seguidor.

O MAC possui 18 títulos do Campeonato Maranhense de Futebol, conquistou o mais recente neste ano, e tem uma das maiores torcidas do estado.

“Visitando meu pai em prisão domiciliar, junto com minhas filhas! ‘Os humilhados serão exaltados’ (Mateus 23:12)”, escreveu na legenda Flávio Bolsonaro.

Imprensa nacional repercute declaração macabra de influenciadora que celebrou morte de jornalista

Por Luís Pablo Polícia
 
Influenciadora digital Tainá Sousa

Influenciadora digital Tainá Sousa

A prisão da influenciadora digital Tainá Sousa, suspeita de integrar e liderar um esquema de jogos ilegais vinculados ao chamado “Jogo do Tigrinho”, provocou intensa reação da imprensa nacional (veja aqui) após vir à tona que ela teria comemorado a morte do jornalista maranhense Luís Cardoso, falecido em abril deste ano.

A declaração da influenciadora, investigada pela Polícia Civil do Maranhão, causou indignação em veículos de comunicação, entidades representativas da imprensa e autoridades políticas.

Segundo as investigações da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), Tainá teria dito, ao comentar a morte de Cardoso: “Um já foi, agora faltam os outros” — frase que teria sido proferida em alusão direta a jornalistas e autoridades que combatem o esquema ilegal do qual ela seria uma das principais articuladoras.

O nome de Luís Cardoso, referência no jornalismo investigativo do Maranhão, apareceu em uma suposta “lista de execução” organizada por Tainá, juntamente com o de outros profissionais, como o jornalista Domingos Costa, o delegado Pedro Adão e o deputado estadual Yglésio Moyses.

Além da comoção, a Diretoria de Comunicação da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) também se pronunciou oficialmente em defesa da liberdade de imprensa e da memória do jornalista:

“A Diretoria se solidariza com os familiares do jornalista Luís Cardoso e repudia qualquer forma de violência e tentativa de cerceamento à liberdade de expressão”, declarou em nota pública (veja aqui).

Em resposta à operação da PF, deputado JP diz: “Eu nem para o 2° turno fui, eu não sei qual o intuito disso”

Por Luís Pablo Política
 

O deputado federal Josivaldo dos Santos Melo, mais conhecido como Josivaldo JP, postou um vídeo nas redes sociais questionando a ação da Polícia Federal, deflagrada na manhã desta segunda-feira (4), em sua residência (Veja aqui).

A ação em questão foi a Operação Eclesiastes 5, que investiga um esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2024 em Imperatriz. O parlamentar disputou a prefeitura da cidade no último pleito, mas saiu derrotado nas urnas.

“Eu nem pro segundo turno fui, nem ganhei ganhei as eleições. Aí, depois de um ano que passa a eleição, uma busca dessa na minha residência. Eu não sei qual é o intuito disso”, indagou Josivaldo JP.

Na legenda do vídeo, o parlamentar diz estar um tanto indignado com “essa perseguição”, mas que encara com a consciência limpa.

“Não ganhei a eleição, nunca questionei a justiça, até porque eu respeito o voto popular. Mas o que fica aqui é a pergunta: qual é a intenção dessa busca na minha casa? Até porque eu não fui o único candidato de Imperatriz. Teve vários. Por que que essa ação só veio na minha casa? Será se o meu trabalho tem incomodado muita gente? Não sei. Mas uma coisa eu sei: vou continuar trabalhando”, frisou.

A investigação da PF aponta que eleitores foram cooptados com combustível gratuito, estratégia usada para conquistar votos para a candidatura de JP à prefeitura.

BOMBA! Deputado JP é alvo de operação da PF em Imperatriz

Por Luís Pablo Polícia / Política
 
Carro da PF na residência do deputado federal JP

Carro da PF na residência do deputado federal JP

A manhã desta segunda-feira (4) foi marcada por mais um desdobramento da Justiça Eleitoral. A Polícia Federal deflagrou a Operação Eclesiastes 5, que investiga um esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2024 em Imperatriz. Entre os alvos principais da operação está o deputado federal Josivaldo dos Santos Melo, conhecido como Josivaldo JP, que disputou a prefeitura da cidade no último pleito, mas saiu derrotado nas urnas.

Além de JP, também foram alvos da operação o empresário Washington do Posto Alvorada e uma coordenadora da campanha eleitoral do parlamentar. Todos são suspeitos de envolvimento em um esquema de distribuição de combustível em troca de votos durante o período eleitoral.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, com a participação de aproximadamente 50 policiais federais. Também foram aplicadas medidas de bloqueio e sequestro de bens, totalizando cerca de R$ 700 mil, com o objetivo de impedir o uso e dissipação de recursos que podem ter origem ilícita.

A investigação aponta que eleitores foram cooptados com combustível gratuito, estratégia usada para conquistar votos para a candidatura de JP à prefeitura. A prática configura abuso de poder econômico e pode acarretar sanções criminais e eleitorais, inclusive ação de inelegibilidade.

A operação foi batizada de “Eclesiastes 5”, em alusão ao versículo bíblico que alerta sobre a corrupção e a obsessão por riquezas — numa crítica direta ao uso indevido de recursos financeiros no processo democrático.

Com 82,17% de aprovação, Roberto Costa é o melhor prefeito da história de Bacabal

Por Luís Pablo Política
 
Desde que assumiu a Prefeitura de Bacabal, Roberto Costa tem adotado uma postura de proximidade com a população

Desde que assumiu a Prefeitura de Bacabal, Roberto Costa tem adotado uma postura de proximidade com a população

A gestão do prefeito Roberto Costa atingiu um marco histórico em Bacabal. De acordo com a mais recente pesquisa de opinião pública realizada pela empresa Exata, entre os dias 26 e 28 de julho de 2025, o gestor obteve 82,17% de aprovação popular — o maior índice já registrado na cidade.

O levantamento, que ouviu moradores de diversos bairros e povoados, aponta que a população reconhece os avanços em áreas fundamentais da administração pública. Um dos destaques é o serviço de limpeza urbana e coleta de lixo, que alcançou expressivos 89,17% de aprovação.

Esse resultado é reflexo de investimentos feitos no início da gestão, como a ampliação da frota de caminhões compactadores — que passou de três para nove veículos atuando diariamente —, o reforço no efetivo da equipe de limpeza pública e a expansão da coleta de lixo nas comunidades rurais, que antes atendia apenas um povoado, e hoje atende 25 localidades.

A educação também obteve avaliação positiva, com 79,17% dos bacabalenses reconhecendo os investimentos realizados, como a capacitação contínua dos educadores, a melhoria da merenda escolar, o aumento de salário para educadores efetivos e contratados, a ampliação das escolas de tempo integral e a inédita distribuição gratuita de uniformes escolares para mais de 18 mil estudantes da rede municipal.

Na área da saúde, 72,17% dos entrevistados demonstraram satisfação com os serviços oferecidos. Entre as principais ações estão o fim das longas filas para marcação de consultas e exames, com a implantação de um sistema informatizado de agendamento, a contratação de novos médicos, a inauguração do novo Centro de Especialidades e a criação do Ambulatório de Oncologia, que tem proporcionado atendimento humanizado e eficiente aos pacientes com câncer.

Outro setor que apresentou bom desempenho foi a iluminação pública, que recebeu 76,83% de aprovação. A população reconhece os investimentos feitos para garantir um serviço mais ágil e eficiente, com a implantação de modernos sistemas de iluminação em todas as vias contempladas com a nova pavimentação asfáltica.

A pesquisa foi registrada no Conselho Regional de Estatística da 5ª Região, com margem de erro de 3,75 pontos percentuais para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A amostragem respeitou critérios demográficos e eleitorais, considerando proporcionalmente os bairros e comunidades da zona rural.

Desde que assumiu a Prefeitura de Bacabal em 1º de janeiro de 2025, Roberto Costa tem adotado uma postura de proximidade com a população, acompanhando pessoalmente as ações das secretarias e garantindo o pagamento em dia — e muitas vezes antecipado — dos servidores efetivos e contratados.

A cidade vive um novo momento. Nos últimos meses, Bacabal recebeu o 1º Festival de Verão, que movimentou o lazer e a economia local, além de uma série de obras em andamento, como pavimentação asfáltica, sinalização viária, ampliação dos sistemas de abastecimento de água, modernização da iluminação pública e a entrega do novo Terminal Rodoviário, totalmente reformado e equipado.

Eventos esportivos de grande porte também têm promovido integração e aquecido o comércio, confirmando que Bacabal está sob uma gestão que atua com seriedade, planejamento e compromisso com a melhoria da qualidade de vida de sua gente.

 

Empresário acusado de ser mandante de crime em Turiaçu segue foragido

Por Luís Pablo Polícia
 
Empresário Erinaldo Araújo Guimarães

Empresário Erinaldo Araújo Guimarães

A Justiça do Maranhão confirmou a pronúncia do empresário Erinaldo Araújo Guimarães, conhecido como “Bonitinho”, que será levado a júri popular pelo assassinato do também empresário Jonathan Fernando Cardoso Sousa, o “Nando Net”, executado em 25 de agosto de 2022 em Turiaçu, na Baixada Maranhense.

A decisão, proferida pela juíza Arianna Rodrigues de Carvalho Saraiva, da Vara Única de Turiaçu, também manteve a prisão preventiva do acusado, que permanece foragido desde 2023. O caso, que chocou a população da região, envolve acusações de crime premeditado, motivação torpe e fuga com apoio logístico.

De acordo com a investigação da Polícia Civil e o parecer do Ministério Público, dois homens armados invadiram o posto de combustível da vítima, tentaram colocá-lo à força dentro de um veículo e, diante da resistência, iniciaram uma perseguição.

Nando Net foi alvejado com vários disparos de arma de fogo e morreu ainda no local, sem chance de defesa. Um frentista que testemunhou o crime confirmou que nenhum valor foi levado, afastando qualquer hipótese de assalto e reforçando a tese de execução por encomenda.

As provas reunidas no inquérito apontam para a participação direta de Erinaldo Guimarães na ação criminosa. Testemunhas afirmam que uma Pajero preta de luxo, pertencente ao empresário, foi vista escoltando os autores do crime e perseguindo moradores após a execução.

Além disso, perícias revelaram que Erinaldo pesquisou, poucas horas antes do homicídio, a placa da motocicleta usada pelos criminosos — veículo que havia sido roubado no mesmo dia. A Justiça considerou os elementos suficientes para sustentar a tese de envolvimento, afirmando haver “indícios consistentes da participação ativa do denunciado na execução e apoio logístico aos executores”.

O Ministério Público aponta como motivação do crime uma disputa por contratos de fornecimento de combustível à Prefeitura de Turiaçu. Segundo relatos anexados aos autos, Nando Net estaria interferindo nos lucros de contratos antes dominados por Erinaldo, o que teria despertado um sentimento de revanche.

A acusação classifica a motivação como torpe, associando-a a “interesses financeiros mesquinhos e repulsa à concorrência”.

Na decisão datada de 18 de novembro de 2024, a juíza Arianna Saraiva justificou a manutenção da prisão preventiva com base no artigo 312 do Código de Processo Penal, argumentando que não houve qualquer alteração no quadro fático-processual que recomendasse a soltura do acusado. Ela ainda destacou a periculosidade latente de Erinaldo e os riscos à ordem pública, caso ele permanecesse em liberdade.

O mandado de prisão contra Erinaldo “Bonitinho” segue em aberto, e sua condição de foragido revolta moradores de Turiaçu. Um residente local, que pediu para não ser identificado, desabafou “Não podemos admitir que um crime bárbaro como esse fique impune. Se fosse alguém pobre, já estaria preso há muito tempo!”.

Enquanto o caso aguarda a realização do júri popular, a comunidade cobra a efetivação da prisão e justiça para a família de Nando Net, que desde 2022 espera por respostas definitivas.

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Assembleia Legislativa sai em defesa da memória do jornalista Luís Cardoso e repudia ataque de influencer presa

Por Luís Pablo Polícia
 
NOTA - Em defesa da liberdade de expressão e da memória do jornalista Luís Cardoso

NOTA – Em defesa da liberdade de expressão e da memória do jornalista Luís Cardoso

Em nota oficial publicada neste sábado, a Diretoria de Comunicação da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) manifestou repúdio à violência e às tentativas de cerceamento da imprensa, em defesa da liberdade de expressão e da trajetória profissional do jornalista e blogueiro Luís Cardoso, falecido em abril deste ano.

O posicionamento da Alema ocorre após a prisão da influencer digital maranhense Tainá Sousa, apontada por investigadores como autora de uma declaração polêmica e ameaçadora após a morte do jornalista.

Segundo a polícia, Tainá teria comemorado o falecimento de Cardoso, afirmando: “Um já foi, agora faltam os outros”, frase que reforçaria a existência de uma lista de possíveis alvos de atentados, formada por comunicadores e figuras públicas que denunciaram ou criticaram supostos esquemas ligados à influencer.

A Assembleia destacou o impacto da fala como tentativa explícita de intimidação a profissionais da imprensa. “Repudiamos qualquer forma de violência e tentativa de cerceamento da liberdade de imprensa”, afirmou a nota assinada por Juraci Filho, diretor de Comunicação da Casa.

Legado e trajetória de um dos maiores nomes do jornalismo maranhense

A nota oficial também homenageia a carreira de Luís Cardoso, destacando sua contribuição histórica ao jornalismo no Maranhão. Cardoso iniciou sua trajetória na década de 1980, no extinto jornal O Diário do Povo, e atuou em diversos veículos de comunicação ao longo das décadas.

Nos últimos anos, ele comandava um dos blogs mais acessados e influentes do estado, consolidando-se como uma referência no jornalismo político e investigativo local.

A Diretoria de Comunicação da Alema se solidarizou com a família do jornalista e reiterou o compromisso da instituição com a defesa da imprensa livre e independente. “Luís Cardoso deixa um legado de coragem, apuração séria e compromisso com a verdade. Sua memória deve ser respeitada”, concluiu Juraci Filho.

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EXCLUSIVO! Veja a influenciadora Tainá com uniforme de detenta em presídio

Por Luís Pablo Polícia
 
Andressa Tainá Lima de Sousa, influenciadora digital apontada como líder de organização criminosa

Andressa Tainá Lima de Sousa, influenciadora digital apontada como líder de organização criminosa

A influenciadora digital Tainá Sousa, presa ontem (1º), agora aparece em imagem exclusiva obtida pelo site do Luís Pablo, vestida com o uniforme laranja do sistema penitenciário do Maranhão.

A imagem, tirada no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís-MA, mostra a influencer já oficialmente cadastrada como detenta do Estado sob o número 602469.

Tainá é acusada de liderar uma organização criminosa por crimes de lavagem de dinheiro e jogos ilegais. Ela teve o decreto de prisão preventiva após a polícia encontrar uma troca de mensagens no seu celular em que teria elaborado uma ‘lista de execução’ que planejava a morte de autoridades.

Na mensagem, a influenciadora chega a comemorar a morte do jornalista Luís Cardoso, que faleceu em abril por decorrência de infarto.

Nos últimos anos, Tainá Sousa passou a ser conhecida após apresentar uma vida de luxo e ostentação nas redes sociais. A mudança meteórica no ‘status’ aconteceu de forma repentina, seguindo o padrão de outros influenciadores de São Luís que divulgavam nas redes sociais o jogo Fortune Tiger, conhecido como ‘Jogo do Tigrinho’, o qual é considerado ilegal e já provocou vários prejuízos e até a morte de seguidores.

Marreca Filho entrega títulos de propriedade e ambulância em Timbiras

Por Luís Pablo Política
 
Marreca Filho cumpre extensa agenda em Timbiras

Marreca Filho cumpre extensa agenda em Timbiras

O deputado federal Marreca Filha cumpriu uma extensão agenda no município de Timbiras-MA, nessa quinta-feira (31). O prefeito da cidade, Paulo Vinicius, e o ex-prefeito Dr. Borba também estiveram presentes.

O parlamentar participou da entrega de 48 títulos de propriedade para moradores da Vida Santa Clara. A cerimônia de entrega aconteceu na Câmara Municipal de Timbiras, que apoiou a iniciativa de garantir dignidade e segurança para quem precisa.

Marreca também entregou uma ambulância nova do Samu, que vai reforçar o atendimento de urgência e emergência no município. Marreca Filho ainda marcou presença no encerramento do Circuito de Verão 2025 de Timbiras.

“Dia de festa! Nosso deputado, Marreca Filho, sempre nos honrando com parceria e bons presentes. Obrigado, deputado”, disse o prefeito Paulo Vinicius.

“Alegria em poder participar desse importante momento e ver que Timbiras continua no caminho certo, se desenvolvendo e se tornando sempre um melhor para se viver”, postou Marreca Filho.

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BOMBA NO JUDICIÁRIO DO MA! Estadão divulga diálogos de venda de sentenças

Por Luís Pablo Política
 
Sede do Tribunal de Justiça do Maranhão

Sede do Tribunal de Justiça do Maranhão

O Estadão trouxe à tona uma série de diálogos envolvendo o desembargador Antônio Pacheco Guerreiro Júnior, do Tribunal de Justiça do Maranhão, alvo da Operação 18 Minutos, deflagrada pela Polícia Federal, em agosto do ano passado. A ação identificou uma trama na Corte estadual do Maranhão envolvendo magistrados, políticos e assessores na venda de sentenças.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, o desembargador  Guerreiro Júnior participou da negociação da venda de sentenças de ‘forma colegiada’.

Na denúncia, contra quatro desembargadores, um deles já aposentado, e dois juízes de primeiro grau, todos alvos da Operação 18 Minutos, a Procuradoria sustenta que Guerreiro Júnior orientava seu assessor, Lúcio Fernando Penha Ferreira, para ‘negociar com advogados e lavar o dinheiro proveniente de corrupção’.

Segundo a investigação, Guerreiro Júnior atuou em parceria com os desembargadores Nelma Sarney – cunhada do ex-presidente José Sarney -, Luiz Gonzaga Almeida Filho e Marcelino Everton Chaves (aposentado), para condenar o Banco do Nordeste ao pagamento de valores milionários em favor de advogados que pagavam propinas.

Além dos desembargadores, o esquema contava com os juízes Alice de Souza Rocha e Cristiano Simas de Souza, diz a Operação 18 Minutos. Três ex-assessores dos desembargadores e treze advogados também são acusados. Ao todo, são 29 denunciados pela PGR ao Superior Tribunal de Justiça.

Os investigadores sustentam que ‘Guerreiro Júnior aderiu à organização criminosa e atuou por intermédio de seu assessor, Lúcio Ferreira, mencionado em matérias jornalísticas como servidor ostentação, em razão do padrão de vida incompatível com a função pública exercida’.

A Polícia Federal recuperou mensagens via WhatsApp de Lúcio Ferreira com Guerreiro Júnior. O conteúdo dos diálogos levou a PGR a concluir que no TJ do Maranhão operou ‘um verdadeiro esquema de mercancia de decisões’, dividido em três núcleos – judicial, causídico e operacional.

A investigação apontou que sob a supervisão e coordenação de Antônio Pacheco Guerreiro Júnior, o servidor Lúcio negociou as vantagens indevidas com os agentes corruptores, redigiu as decisões assinadas pelo desembargador e atuou como operador financeiro de seu chefe.

Segundo a Operação 18 Minutos, Lúcio ‘movimentou milhões de reais, em suas contas pessoais e de pessoa jurídica interposta, a fim de ocultar e dissimular o repasse de vantagens indevidas para seu chefe’.

A investigação afirma que com o dinheiro obtido no esquema criminoso, Lúcio adquiriu patrimônio milionário, absolutamente incompatível com a sua renda de funcionário do Tribunal de Justiça do Maranhão. Segundo a Polícia Federal, o outro elo de Lúcio para executar a venda de decisões foi o advogado Carlos Luna, do escritório Maranhão Advogados, que mantinha uma ação contra o Banco do Nordeste.

A origem do esquema, segundo a PF, é o advogado Francisco Xavier, que trabalhou no banco e ajuizou ação requerendo um valor de R$ 12 milhões, segundo ele relativo a honorários por sua atuação em causas da instituição financeira.

Em 4 de maio de 2021, o ‘colegiado’ – Guerreiro, Nelma e Gonzaga -, por unanimidade, de forma contrária ao parecer do Ministério Público, acolheu recurso de Xavier para afastar a prescrição e fixar os honorários advocatícios em 10% sobre acordo celebrado na execução de título extrajudicial.

‘PRECISO DAQUELE NEGÓCIO PROMETIDO’

A PF rastreou as decisões judiciais negociadas e proferidas em três datas: 4 de maio de 2021, de forma ‘colegiada’ por Guerreiro, Nelma Sarney e Luiz Gonzaga em uma apelação cível; em 27 de fevereiro de 2022, pela juíza Alice de Souza; e em 17 de março de 2023, pelo juiz Cristiano Simas.

Em novembro de 2023, Guerreiro Júnior solicita um encontro “com muita confidência” e “silenciosamente”. “Bom dia, amigo! Tudo em andamento. Muita dificuldade. Falaremos pessoalmente no sábado à tarde (…) Preciso daquele negócio prometido de Luna…”.

A PGR sustenta que a pessoa referida no diálogo (‘Luna’) é o advogado Carlos Luna, e a preocupação do desembargador com a confidencialidade do assunto evidencia que o ‘negócio prometido de Luna’ refere-se a uma vantagem indevida.

Os diálogos resgatados pelos investigadores indicam que o assessor cobrou Luna: “Carlinhos, falando em honorários… como andam as coisas?”

A Procuradoria destaca que, na época dessa troca de mensagens, Guerreiro estava afastado temporariamente do cargo pelo Conselho Nacional de Justiça, “o que reforça a manutenção das atividades da organização criminosa mesmo após o afastamento”.

R$ 12 MILHÕES

O caso teve início em 1983. Em 1997, o advogado Francisco Xavier — que havia trabalhado no Banco do Nordeste — ajuizou uma ação contra a instituição. Ele requereu o pagamento de valores referentes a uma suposta atuação sua em uma ação em nome da instituição. Em 2014, a título de acordo extrajudicial, Xavier e seus representantes do escritório Maranhão Advogados alegaram que ele tinha um saldo a receber do banco de R$ 12 milhões.

Em 2015, a 7ª Vara Cível do Termo Judiciário da capital maranhense identificou que o pedido do advogado induzia a erro, ao fazer uma atualização incorreta dos valores de cruzeiros para reais. Segundo o setor de contadoria, o saldo remanescente seria de R$ 51,9 mil.

No Tribunal, o caso foi julgado pela 2.ª Câmara Cível, composta por Guerreiro, relator, Nelma Sarney e Luiz Gonzaga. Segundo a Procuradoria, após o pagamento de propina pelo advogado, Guerreiro votou para determinar o pagamento dos honorários inflados. Ele foi seguido pelos colegas.

A PGR narra que as provas demonstram claramente que os votos dos três desembargadores foram proferidos com infração de dever funcional, em razão da solicitação e do efetivo recebimento de vantagens indevidas.

‘DORMIRAM NO PONTO AÍ’

Em outro diálogo interceptado pela PF, o assessor Lúcio Ferreira faz menção a outros casos que tratava diretamente com o advogado Carlos Luna. Para os policiais, a conversa ‘ratifica que o assessor e seu chefe, Guerreiro Júnior, não negociaram apenas o voto na apelação cível nº 34.227/2019, mas efetivamente aderiram à organização criminosa e venderam diversas outras decisões’.

Nesse sentido, Lúcio deu orientações a outro advogado, José Helias Sekeff, ligado a Luna, ‘sobre como proceder em outro processo’. “Ia dar a decisão agora (…) Tentar prejudicar o MS (mandado de segurança) cara! (…) Dormiram no ponto aí!”

“Não bastasse a combinação de versões entre as decisões e as manifestações processuais dos advogados, há evidências que Guerreiro Júnior e Lúcio, inclusive, redigiram minutas de peças para a organização criminosa”, crava a denúncia assinada pela subprocuradora Luiza Cristina Frischeisen.

Em dados armazenados na pasta de rede do gabinete do desembargador, no servidor eletrônico do Tribunal do Maranhão, foi encontrada uma minuta, sem identificação do subscritor, de contrarrazões do advogado Francisco Xavier no processo contra o Banco do Nordeste.

“Não se trata de uma manifestação extraída de um processo judicial, mas de uma minuta, em formato editável, o que indica com clareza que no gabinete de Guerreiro Júnior eram feitos ajustes nas petições dos integrantes do núcleo causídico da organização criminosa, fato corroborado pelas mensagens”, diz a PGR.

‘ESSE AÍ JÁ PEGOU MUITA $’

Segundo a investigação, os próprios membros do escritório Maranhão Advogados comentavam, em conversas privadas, o recebimento de vantagens indevidas por Lúcio Ferreira. Uma advogada do escritório, Emanuelle Martins, em conversa com uma interlocutora chamada Sara, comentou sobre a notícia de exoneração do assessor. ‘Esse aí já pegou muita $ (figura de um saco de dinheiro)’.

Para a Procuradoria, ‘não há como dissociar as condutas de Lúcio e de Guerreiro em relação à solicitação de vantagens indevidas, pois, como visto, o desembargador tinha absoluta ciência das ações de seu assessor e claramente coordenava as negociações criminosas’.

“As tratativas ilícitas recorrentes entre Guerreiro, Lúcio, Carlos Luna e José Helias Sekeff, somadas aos numerosos atos de lavagem de dinheiro, evidenciam que, apesar de não terem sido habilitados nos autos da apelação cível nº 34.227/2019147, os advogados efetivamente ofereceram e pagaram vantagem indevida para os desembargadores, para determiná-los a praticar atos de ofício no processo em questão (votos favoráveis)”, afirma a Procuradoria.

Os investigadores rastrearam o fluxo financeiro dos advogados Carlos Luna e José Helias Sekeff entre 12 de março de 2020, data do parecer desfavorável do Ministério Público, e 27 de abril, quando teve início a sessão de julgamento da apelação.

Naquele período, Luna e Sekeff – ‘pessoalmente e por meio de seu escritório’ (Felipe Ramos Sociedade Individual de Advocacia – ‘sacaram milhares de reais, fracionados em centenas de operações no valor de R$ 9.999,99’. Parte do dinheiro sacado em espécie pelos advogados foi entregue pessoalmente para Guerreiro e Lúcio, destaca a Operação 18 Minutos.

‘SAFADO’, ‘VAGABUNDO’

O inquérito 18 Minutos destaca que pessoas ligadas ao escritório Maranhão Advogados confirmaram pagamentos para Lúcio Ferreira. Em uma conversa entre Eliane e Fabrício Ramos, respectivamente, mulher e filho de Francisco Xavier, há menções diretas a repasses para o assessor do desembargador Guerreiro Júnior.

Na ocasião, Fabrício Ramos reclamou de uma decisão liminar do magistrado que favorecia o Banco do Nordeste no processo contra o advogado Francisco Xavier, após a liberação de um segundo alvará, de R$3,5 milhões. Fabrício disse que o assessor Lúcio estava ‘pressionado’ por investigações do Tribunal em processo administrativo.

“Aquele último agora. Foi até esse Cristiano Simas que o liberou. Dos três… três e pouco né que ele recebeu. Esse Lúcio é safado, vagabundo. Esse cara só visa dinheiro. Como ele está sendo processado, denunciaram ele, aí ele quer se livrar, tá com medo, entendeu? Vagabundo”.

Eliane, então, pergunta se houve pagamento para Lúcio. ‘Recebeu ou não? Tu não me disse’. Fabrício : ‘Recebeu, foi aquele último’

“Verifica-se, portanto, que em conversas privadas, os próprios membros da organização criminosa admitiram o pagamento de vantagens indevidas a Lúcio Ferreira, o qual, por sua vez, se enriqueceu ilicitamente e também as repassou ao desembargador Guerreiro Júnior, por meio de dinheiro em espécie”, diz a subprocuradora Luiza Frischeisen.

COMBINAÇÃO DE VOTOS

De acordo com a acusação, Lúcio também mantinha contato com a assessora da desembargadora Nelma Sarney, Zely Brown, para combinar votos na 2.ª Câmara Cível do Tribunal.

Os investigadores citam um pedido do gabinete de Nelma para que Guerreiro Júnior acompanhasse a desembargadora em um processo no qual ela abriria divergência. Segundo as mensagens, a relatora do caso nem tinha disponibilizado sua manifestação, mas Nelma já pedia o ‘apoio’ de Guerreiro Júnior para que votasse pelo improvimento do recurso.

SERVIDOR OSTENTAÇÃO

A denúncia cita que Lúcio Ferreira possui bens incompatíveis com sua função pública na Corte estadual, ao passo que ficou conhecido como ‘servidor ostentação’.

Para a PGR, o patrimônio de Lúcio cresceu quando ele foi nomeado assessor do desembargador Guerreiro Júnior. Os investigadores identificaram, em meio a buscas nos endereços do assessor, relógios caros e veículo importado. Ele comprou um apartamento de R$ 3,4 milhões à vista.

“Lúcio Ferreira obteve um acréscimo patrimonial astronômico, justamente em razão das tratativas ilícitas recorrentes com os demais membros da organização criminosa e dos numerosos atos de lavagem de dinheiro”, sustenta a denúncia.