Saúde pública no MA é tão caótica, que chegada de ambulância é motivo de festa

Por Luís Pablo Política
 

Chegada da Ambulância em Senador Alexandre Costa-MA

Chegada da Ambulância em Senador Alexandre Costa-MA

O Maranhão não era pra ter a saúde tão precária diante do grande volume de recurso que o Estado detém. Mas, infelizmente, a saúde pública é caótica, principalmente no interior.

Um exemplo é o município de Senador Alexandre Costa. A cidade recebeu na semana passada uma ambulância que foi entregue pelo governo.

A chegada do veículo no município foi motivo de festa para população, que vem padecendo com uma saúde de péssima qualidade. Até foguetes soltaram em comemoração a ambulância, com um carro de som anunciado.

Uma verdadeira calamidade pública.

Clique e veja:

Lava Jato: Flávio Dino segue sem explicar o motivo da doação da Odebrecht

Por Luís Pablo Política
 
Governador do Maranhão, Flávio Dino

Governador do Maranhão, Flávio Dino

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), continua sem dar uma explicação plausível sobre o motivo que levou a empresa Odebrecht fazer doação para sua campanha, nas eleições de 2014, quando conseguiu se eleger ao governo do Estado.

A única coisa que Dino já disse até agora sobre isso foi: “era normal que os políticos procurassem empresas e empresas procurassem políticos. Era esse o sistema vigente até 2014.”

O real motivo da empreiteira ter doado, de forma oficial, a quantia de R$ 200 mil segue sem explicação. Flávio não fala com clareza.

Uma empresa envolvida no maior escândalo de corrupção do país, não faria jamais uma doação sem algum propósito de interesse.

Sem contar que em vários depoimentos, os próprios representantes da empreiteira já falaram que os repasses, na verdade, são propinas disfarçadas de doações eleitorais.

A população espera uma resposta do governador sobre essa questão.

Marido da secretária das Cidades responde ao Blog

Por Luís Pablo Política
 

Por meio de comentário na página do Blog do Luís Pablo, o empresário Benedito Eduardo Cardoso Moreira, mais conhecido como Biné, marido da secretária Flávia Alexandrina, encaminhou um resposta sobre a postagem “Marido de Flávia Alexandrina ‘dá as cartas’ na Secretaria das Cidades”.

Atendendo ao pedido de direito de resposta, esta página publica na íntegra a resposta do marido da secretária das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid). Leia abaixo:

Em relação a publicação,comentários, etc.informo que:

01.Em ralação as condições trabalhistas da minha empresa estamos n passando por uma auditoria da Delegacia Regional do Trabalho dando respostas cumprindo prazos.Em relação às ações trabalhistas que eram 24 e hoje restam 04 em fase de conciliação junto a vara do mesmo nome.

02.Hoje vivo correndo em busca dos fregueses e que compraram na grafica e não pagaram,impetrando ações de cobrança batendo nas portas, valores estes que são muito significantes,temos prefeitos,políticos,empresários e pessoa física, nomes os quais me reservo.

03.Sou leitor assíduo do Luis Pablo e o mesmo só está cumprindo o seu papel jornalístico.

04.Para encerrar um lado disso me acalanta acalma e me deixa feliz e a seriedade e lisura com a qual a Dra. FLAVIA ALEXANDRINA conduz a sua vida. Parabéns amor e AVANTE MARANHAO.

Flávio Dino e PCdoB começam a confirmar relação com a Odebrecht

Por Luís Pablo Política
 

Atual7

Governador Flávio Dino

Governador Flávio Dino

O governador do Maranhão, Flávio Dino, e o seu partido, o PCdoB, vão confirmando aos poucos a relação existente com a Odebrecht, maior empreiteira do país e pilhada pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal na Lava Jato, esquema bilionário de ladroagem e lavagem de dinheiro público e corrupção envolvendo a Petrobras, empreiteiras, políticos e empresários.

A confirmação do comunista aconteceu há quase duas semanas. A do PCdoB foi mais recente, há alguns dias, mas ambas acabaram passando despercebidas.

Em entrevista à TV Mirante, ao ser questionado se realmente procurou a Odebrecht atrás de doação para a campanha eleitoral, Dino não negou a busca pelo dinheiro e ainda surpreendeu aos maranhenses com a resposta: “era normal que os políticos procurassem empresas e empresas procurassem políticos”, alegou — se agarrando ao sistema vigente à época, que permitia a doação de empresas aos candidatos.

Já na semana passada, acossado com a notícia de um pedido de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre possível vazamento ao governador sobre sua citação na Lava Jato, o PCdoB emitiu nota reveladora a uma reportagem do jornal O Estado.

Entre as justificativas apresentadas para defender Flávio Dino, a legenda confirmou que houve “uma reunião [entre o comunista e um representante da Odebrecht] para debater projeto de lei de interesse da empresa”, e que esse projeto era exatamente o referente a certidão obtida pelo chefe do Executivo como carta-seguro, o PL 2.279/2007.

Segundo acordos de colaboração feitos por um dos delatores da empresa com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-funcionário José de Carvalho Filho, o governador do Maranhão teria pedido ajuda financeira e recebido pelo menos R$ 400 mil para as campanhas eleitorais de 2010 e 2014.

O primeiro repasse, segundo o delator, de R$ 200 mil, teria sido feito por fora, por meio do famoso caixa 2. O segundo, novamente de R$ 200 mil, foi feito de forma oficial, e também já foi confessado pelo comunista.

Por esses dois repasses, delatados na Lava Jato com recibo de doação e codinome (Cuba) e senha (Charuto) que seriam de Flávio Dino na planilha de propina da Odebrecht, somados a outros documentos, levaram o chefe da PGR, Rodrigo Janot, a pedir ao STF que autorizasse pedido de abertura de inquérito contra o governador do Maranhão no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Enquanto a Corte não decide, o conteúdo do delator vai se encaixando no que Dino e o seu partido vão soltando, mesmo sem querer.

Com Canindé é assim: carros de políticos são liberados de guinchos e multas

Por Luís Pablo Política
 

Secretário Canindé Barros

Secretário Canindé Barros

O secretário de Trânsito e Transportes de São Luís, Canindé Barros, gerou uma grande revolta nos agentes de trânsito no início desta semana.

Canindé determinou que vários carros de políticos multados e que já estavam nos guinchos fossem liberados. Um verdadeiro absurdo.

Os veículos estavam estacionados de forma irregular em frente ao Palácio dos Leões. Os prefeitos estavam participando da entrega de ambulâncias, feitas pelo governador Flávio Dino na segunda-feira, dia 17.

Indignados, vários agentes registraram imagens dos carros apreendidos e encaminharam ao Blog do Luís Pablo como ato de protesto à postura do secretário Canindé Barros.

“Para você ter ideia, o próprio secretário depois que liberou os carros ainda foi deixar os políticos na porta dos veículos. Isso deixou a gente indignado”, comentou um agente ao editor do Blog.

Veja abaixo:

Carro de um prefeito no guincho da SMTT

Carro de um prefeito no guincho da SMTT

Após repercussão nas redes sociais, Flávio Dino deixa de ir à praia de sunga

Por Luís Pablo Maranhão
 

Ao que parece, o governador do Maranhão se incomodou com a grande repercussão sobre suas fotos de sunga na Praia do Meio, em São Luís-MA.

Flávio Dino (PCdoB) abdicou da sunga e passou a usar um calção de banho. Esta semana, o comunista foi visto na praia de calção.

Frequentadores do local fizeram vários registros do governador, acompanhado de vários seguranças na praia. Em um dos registros, Dino aparece com seu ex-sócio de um escritório de advocacia e ex-presidente da OAB-MA, Mário Macieira.

Veja abaixo:

“Não cabe ouvir o jornalista em relação a quem lhe passou a informação”, diz procurador-chefe da Lava Jato

Por Luís Pablo Brasil
 

Ricardo Senra
Da BBC Brasil em Washington

Deltan Dallagnol, procurador-chefe da força-tarefa da operação Lava Jato

Deltan Dallagnol, procurador-chefe da força-tarefa da operação Lava Jato

Em entrevista concedida à BBC Brasil na última sexta-feira, na Harvard Law School, nos Estados Unidos, Deltan Dallagnol, procurador-chefe da força-tarefa da operação Lava Jato, disse que agentes públicos não vazam informações – a brecha estaria no acesso inevitável a dados secretos por réus e seus defensores.

“É muito difícil identificar qual é o ponto (de origem do vazamento), porque se você ouvir essas pessoas, elas vão negar”, afirmou.

“E não cabe ouvir o jornalista em relação a quem lhe passou a informação porque existe, no Brasil, e deve existir, o direito ao sigilo de fonte”, afirmou, um dia antes do juiz Sérgio Moro dizer à BBC Brasil que “identificar vazamentos é quase como uma caça a fantasmas”.

Os vazamentos ganharam ainda mais destaque, quando trechos do primeiro depoimento do empreiteiro Marcelo Odebrecht a Moro foram divulgados pela imprensa ainda enquanto Odebrecht estava na sala do juiz federal.

Caso Décio Sá ainda sem data para julgamento dos mandantes do crime

Por Luís Pablo Polícia
 

Imirante.com

José Alencar e Gláucio Alencar: pai e filho acusados de serem mandantes

José Alencar e Gláucio Alencar: pai e filho acusados de serem mandantes

Cinco anos do assassinato do jornalista e blogueiro Décio Sá está completando neste domingo, 23, mas o Poder Judiciário ainda não definiu uma data para o julgamento dos mandantes desse crime, José Alencar Miranda Carvalho, Gláucio Alencar Pontes de Carvalho (filho de José Alencar), ambos agiotas, e José Raimundo Sales Chaves Júnior, o Júnior Bolinha.

A Justiça, até o momento, condenou o assassino confesso do jornalista, identificado como Jhonathan de Souza Silva, a 27 anos e 5 meses, e Marcos Bruno Silva de Oliveira, motociclista que deu fuga ao criminoso, a 18 anos de prisão. A polícia, investigando a morte de Décio Sá com a deflagração Operação Detonando, descobriu a existência de crime de agiotagem envolvendo 42 prefeituras do Maranhão e tendo como os principais líderes José Alencar e Gláucio Pontes.

O processo está tramitando na 1º Vara do Tribunal do Júri que tem como juiz titular Osmar Gomes. A Assessoria de Comunicação do Fórum Desembargador Sarney Costa informou que os acusados desse assassinato foram pronunciados para serem julgados a Júri Popular, mas recorreram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.

Na sexta-feira, 20, o processo estava em grau de recurso no STJ e o julgamento vai poder ser marcado somente após a decisão dos ministros. Ainda segundo a assessoria do fórum, o juiz deverá marcar a sessão de julgamento dos acusados assim que o processo retornar de Brasília, provavelmente, ainda este ano.

Entenda o caso

O Ministério Público denunciou 12 pessoas pelo crime e, em agosto de 2013, o juiz titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís, Osmar Gomes dos Santos, pronunciou 11 para irem a júri popular: Jhonathan de Sousa Silva, Marcos Bruno Silva de Oliveira, Shirliano Graciano de Oliveira, José Raimundo Sales Chaves Júnior (Júnior Bolinha), Elker Farias Veloso, Fábio Aurélio do Lago e Silva (Bochecha), Gláucio Alencar Pontes Carvalho e José de Alencar Miranda Carvalho. E ainda os policiais Fábio Aurélio Saraiva Silva (Fábio Capita), Alcides Nunes da Silva e Joel Durans Medeiros.

Todos foram acusados pelos crimes de homicídio e formação de quadrilha. Os pronunciados recorreram da decisão de pronúncia, mas o juiz Osmar Gomes manteve a decisão, seguindo as contrarrazões do Ministério Público Estadual e remeteu o traslado dos recursos e do inquérito ao Tribunal de Justiça do Maranhão.

No dia 5 de dezembro de 2015, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, ao analisar os recursos, acabou despronunciando (declarou nula a pronúncia) de Fábio Aurélio, os policiais civis Alcides Nunes e Joel Durans; o capitão da Polícia Militar, Fábio Aurélio; e Shirliano Graciano. No caso de Elker Farias Veloso, que se encontra preso no Estado de Minas Gerais por outro crime, o colegiado de magistrado decidiu pela anulação desde o oferecimento da denúncia, por ausência de individualização de sua conduta.

Em relação aos recursos de Gláucio Alencar, José de Alencar e Júnior Bolinha, o Tribunal de Justiça do Maranhão manteve o pronunciamento para serem submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri. Os acusados recorreram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e aguardam decisão. José de Alencar cumpre prisão domiciliar devido a problemas de saúde.

O advogado Ronaldo Henrique Santos Ribeiro, denunciado pelo Ministério Público de participação no assassinato do jornalista, não será levado a júri popular. Em outubro de 2013, o juiz Osmar Gomes impronunciou o acusado, por não verificar indícios suficientes que comprovem a autoria ou participação do advogado no crime.

No dia 25 de março deste ano, o ministro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Ribeiro Dantas, determinou a soltura do acusado Gláucio Alencar, que estava preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. No momento, ele está cumprindo prisão domiciliar, com monitoramento eletrônico.

No último dia 10, o STJ negou pedido de liberdade ao empresário Júnior Bolinha. De forma unânime, a Sexta Turma afastou a tese de excesso de prazo na prisão preventiva em virtude da complexidade da ação penal, que ainda aguarda julgamento em primeira instância. O relator do pedido de habeas corpus, ministro Rogério Schietti Cruz, ressaltou, inicialmente, que a contagem dos prazos processuais previstos pela legislação deve ocorrer de maneira global, mas o reconhecimento do excesso deve se dar com base nos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade.

O crime

No dia 23 de abril de 2012, Décio Sá foi assassinado com cinco tiros quando estava em um bar na Avenida Litorânea. Ele exerceu a função de repórter da editoria de Política do jornal O Estado por 17 anos e também publicava conteúdos independentes no “Blog do Décio”. Ainda segundo a polícia, uma das motivações do crime seria uma publicação, no blog sobre o assassinato do empresário Fábio Brasil, em Teresina, no Piauí.

Fábio Brasil estaria envolvido em uma trama de pistolagem com os integrantes da organização criminosa comandada por José Miranda e Gláucio Alencar. O jornalista tinha 42 anos, era casado e tinha uma filha. A esposa dele estava grávida do segundo filho quando ocorreu o assassinato.

Empresários negam sofrer extorsão de blogueiros em depoimento na PF

Por Luís Pablo Política
 

O Blog do jornalista Marco D’Éça, editor chefe do Jornal O Estado, trouxe à tona depoimentos de empresários sobre a Operação Turing, da Polícia Federal.

A reportagem mostra as declarações dos empresários Antonio Barbosa de Alencar, da Dimensão Engenharia, e Pedro Ricardo Aquino, da Classi Segurança.

“Reafirma nunca foi procurado por blogueiros e que não tomou conhecimento de nenhuma publicação ou investigação”, diz trecho do depoimento de Barbosa.

“Nunca teve contato com Luis Pablo, seja pessoalmente, seja por telefone. Que nunca houve pedido de dinheiro em qualquer oportunidade. Que nunca deu ou lhe foi pedido qualquer tipo de vantagem”, disse o empresário Pedro Aquino.

Os dois empresários já foram alvos de denúncias por parte do Blog do Luís Pablo. O que comprova a seriedade das reportagens desta página.

O argumento da Polícia Federal em pedir a prisão de blogueiros-jornalistas foi baseado em interceptações telefônicas. A prisão foi decretada (dos blogueiros Luís Pablo, Luís Cardoso e Neto Ferreira) sem ouvir nenhum dos empresários que seriam as supostas “vítimas”. Agora esses próprios empresários falaram para a PF que nunca foram extorquidos por blogueiros.

Vale ressaltar que toda investigação em relação a “extorsão” contra os blogueiros, não é da competência da Polícia Federal, que ainda continua no caso.