Com 82,17% de aprovação, Roberto Costa é o melhor prefeito da história de Bacabal

Por Luís Pablo Política
 
Desde que assumiu a Prefeitura de Bacabal, Roberto Costa tem adotado uma postura de proximidade com a população

Desde que assumiu a Prefeitura de Bacabal, Roberto Costa tem adotado uma postura de proximidade com a população

A gestão do prefeito Roberto Costa atingiu um marco histórico em Bacabal. De acordo com a mais recente pesquisa de opinião pública realizada pela empresa Exata, entre os dias 26 e 28 de julho de 2025, o gestor obteve 82,17% de aprovação popular — o maior índice já registrado na cidade.

O levantamento, que ouviu moradores de diversos bairros e povoados, aponta que a população reconhece os avanços em áreas fundamentais da administração pública. Um dos destaques é o serviço de limpeza urbana e coleta de lixo, que alcançou expressivos 89,17% de aprovação.

Esse resultado é reflexo de investimentos feitos no início da gestão, como a ampliação da frota de caminhões compactadores — que passou de três para nove veículos atuando diariamente —, o reforço no efetivo da equipe de limpeza pública e a expansão da coleta de lixo nas comunidades rurais, que antes atendia apenas um povoado, e hoje atende 25 localidades.

A educação também obteve avaliação positiva, com 79,17% dos bacabalenses reconhecendo os investimentos realizados, como a capacitação contínua dos educadores, a melhoria da merenda escolar, o aumento de salário para educadores efetivos e contratados, a ampliação das escolas de tempo integral e a inédita distribuição gratuita de uniformes escolares para mais de 18 mil estudantes da rede municipal.

Na área da saúde, 72,17% dos entrevistados demonstraram satisfação com os serviços oferecidos. Entre as principais ações estão o fim das longas filas para marcação de consultas e exames, com a implantação de um sistema informatizado de agendamento, a contratação de novos médicos, a inauguração do novo Centro de Especialidades e a criação do Ambulatório de Oncologia, que tem proporcionado atendimento humanizado e eficiente aos pacientes com câncer.

Outro setor que apresentou bom desempenho foi a iluminação pública, que recebeu 76,83% de aprovação. A população reconhece os investimentos feitos para garantir um serviço mais ágil e eficiente, com a implantação de modernos sistemas de iluminação em todas as vias contempladas com a nova pavimentação asfáltica.

A pesquisa foi registrada no Conselho Regional de Estatística da 5ª Região, com margem de erro de 3,75 pontos percentuais para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A amostragem respeitou critérios demográficos e eleitorais, considerando proporcionalmente os bairros e comunidades da zona rural.

Desde que assumiu a Prefeitura de Bacabal em 1º de janeiro de 2025, Roberto Costa tem adotado uma postura de proximidade com a população, acompanhando pessoalmente as ações das secretarias e garantindo o pagamento em dia — e muitas vezes antecipado — dos servidores efetivos e contratados.

A cidade vive um novo momento. Nos últimos meses, Bacabal recebeu o 1º Festival de Verão, que movimentou o lazer e a economia local, além de uma série de obras em andamento, como pavimentação asfáltica, sinalização viária, ampliação dos sistemas de abastecimento de água, modernização da iluminação pública e a entrega do novo Terminal Rodoviário, totalmente reformado e equipado.

Eventos esportivos de grande porte também têm promovido integração e aquecido o comércio, confirmando que Bacabal está sob uma gestão que atua com seriedade, planejamento e compromisso com a melhoria da qualidade de vida de sua gente.

 

Empresário acusado de ser mandante de crime em Turiaçu segue foragido

Por Luís Pablo Polícia
 
Empresário Erinaldo Araújo Guimarães

Empresário Erinaldo Araújo Guimarães

A Justiça do Maranhão confirmou a pronúncia do empresário Erinaldo Araújo Guimarães, conhecido como “Bonitinho”, que será levado a júri popular pelo assassinato do também empresário Jonathan Fernando Cardoso Sousa, o “Nando Net”, executado em 25 de agosto de 2022 em Turiaçu, na Baixada Maranhense.

A decisão, proferida pela juíza Arianna Rodrigues de Carvalho Saraiva, da Vara Única de Turiaçu, também manteve a prisão preventiva do acusado, que permanece foragido desde 2023. O caso, que chocou a população da região, envolve acusações de crime premeditado, motivação torpe e fuga com apoio logístico.

De acordo com a investigação da Polícia Civil e o parecer do Ministério Público, dois homens armados invadiram o posto de combustível da vítima, tentaram colocá-lo à força dentro de um veículo e, diante da resistência, iniciaram uma perseguição.

Nando Net foi alvejado com vários disparos de arma de fogo e morreu ainda no local, sem chance de defesa. Um frentista que testemunhou o crime confirmou que nenhum valor foi levado, afastando qualquer hipótese de assalto e reforçando a tese de execução por encomenda.

As provas reunidas no inquérito apontam para a participação direta de Erinaldo Guimarães na ação criminosa. Testemunhas afirmam que uma Pajero preta de luxo, pertencente ao empresário, foi vista escoltando os autores do crime e perseguindo moradores após a execução.

Além disso, perícias revelaram que Erinaldo pesquisou, poucas horas antes do homicídio, a placa da motocicleta usada pelos criminosos — veículo que havia sido roubado no mesmo dia. A Justiça considerou os elementos suficientes para sustentar a tese de envolvimento, afirmando haver “indícios consistentes da participação ativa do denunciado na execução e apoio logístico aos executores”.

O Ministério Público aponta como motivação do crime uma disputa por contratos de fornecimento de combustível à Prefeitura de Turiaçu. Segundo relatos anexados aos autos, Nando Net estaria interferindo nos lucros de contratos antes dominados por Erinaldo, o que teria despertado um sentimento de revanche.

A acusação classifica a motivação como torpe, associando-a a “interesses financeiros mesquinhos e repulsa à concorrência”.

Na decisão datada de 18 de novembro de 2024, a juíza Arianna Saraiva justificou a manutenção da prisão preventiva com base no artigo 312 do Código de Processo Penal, argumentando que não houve qualquer alteração no quadro fático-processual que recomendasse a soltura do acusado. Ela ainda destacou a periculosidade latente de Erinaldo e os riscos à ordem pública, caso ele permanecesse em liberdade.

O mandado de prisão contra Erinaldo “Bonitinho” segue em aberto, e sua condição de foragido revolta moradores de Turiaçu. Um residente local, que pediu para não ser identificado, desabafou “Não podemos admitir que um crime bárbaro como esse fique impune. Se fosse alguém pobre, já estaria preso há muito tempo!”.

Enquanto o caso aguarda a realização do júri popular, a comunidade cobra a efetivação da prisão e justiça para a família de Nando Net, que desde 2022 espera por respostas definitivas.

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Assembleia Legislativa sai em defesa da memória do jornalista Luís Cardoso e repudia ataque de influencer presa

Por Luís Pablo Polícia
 
NOTA - Em defesa da liberdade de expressão e da memória do jornalista Luís Cardoso

NOTA – Em defesa da liberdade de expressão e da memória do jornalista Luís Cardoso

Em nota oficial publicada neste sábado, a Diretoria de Comunicação da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) manifestou repúdio à violência e às tentativas de cerceamento da imprensa, em defesa da liberdade de expressão e da trajetória profissional do jornalista e blogueiro Luís Cardoso, falecido em abril deste ano.

O posicionamento da Alema ocorre após a prisão da influencer digital maranhense Tainá Sousa, apontada por investigadores como autora de uma declaração polêmica e ameaçadora após a morte do jornalista.

Segundo a polícia, Tainá teria comemorado o falecimento de Cardoso, afirmando: “Um já foi, agora faltam os outros”, frase que reforçaria a existência de uma lista de possíveis alvos de atentados, formada por comunicadores e figuras públicas que denunciaram ou criticaram supostos esquemas ligados à influencer.

A Assembleia destacou o impacto da fala como tentativa explícita de intimidação a profissionais da imprensa. “Repudiamos qualquer forma de violência e tentativa de cerceamento da liberdade de imprensa”, afirmou a nota assinada por Juraci Filho, diretor de Comunicação da Casa.

Legado e trajetória de um dos maiores nomes do jornalismo maranhense

A nota oficial também homenageia a carreira de Luís Cardoso, destacando sua contribuição histórica ao jornalismo no Maranhão. Cardoso iniciou sua trajetória na década de 1980, no extinto jornal O Diário do Povo, e atuou em diversos veículos de comunicação ao longo das décadas.

Nos últimos anos, ele comandava um dos blogs mais acessados e influentes do estado, consolidando-se como uma referência no jornalismo político e investigativo local.

A Diretoria de Comunicação da Alema se solidarizou com a família do jornalista e reiterou o compromisso da instituição com a defesa da imprensa livre e independente. “Luís Cardoso deixa um legado de coragem, apuração séria e compromisso com a verdade. Sua memória deve ser respeitada”, concluiu Juraci Filho.

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EXCLUSIVO! Veja a influenciadora Tainá com uniforme de detenta em presídio

Por Luís Pablo Polícia
 
Andressa Tainá Lima de Sousa, influenciadora digital apontada como líder de organização criminosa

Andressa Tainá Lima de Sousa, influenciadora digital apontada como líder de organização criminosa

A influenciadora digital Tainá Sousa, presa ontem (1º), agora aparece em imagem exclusiva obtida pelo site do Luís Pablo, vestida com o uniforme laranja do sistema penitenciário do Maranhão.

A imagem, tirada no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís-MA, mostra a influencer já oficialmente cadastrada como detenta do Estado sob o número 602469.

Tainá é acusada de liderar uma organização criminosa por crimes de lavagem de dinheiro e jogos ilegais. Ela teve o decreto de prisão preventiva após a polícia encontrar uma troca de mensagens no seu celular em que teria elaborado uma ‘lista de execução’ que planejava a morte de autoridades.

Na mensagem, a influenciadora chega a comemorar a morte do jornalista Luís Cardoso, que faleceu em abril por decorrência de infarto.

Nos últimos anos, Tainá Sousa passou a ser conhecida após apresentar uma vida de luxo e ostentação nas redes sociais. A mudança meteórica no ‘status’ aconteceu de forma repentina, seguindo o padrão de outros influenciadores de São Luís que divulgavam nas redes sociais o jogo Fortune Tiger, conhecido como ‘Jogo do Tigrinho’, o qual é considerado ilegal e já provocou vários prejuízos e até a morte de seguidores.

Marreca Filho entrega títulos de propriedade e ambulância em Timbiras

Por Luís Pablo Política
 
Marreca Filho cumpre extensa agenda em Timbiras

Marreca Filho cumpre extensa agenda em Timbiras

O deputado federal Marreca Filha cumpriu uma extensão agenda no município de Timbiras-MA, nessa quinta-feira (31). O prefeito da cidade, Paulo Vinicius, e o ex-prefeito Dr. Borba também estiveram presentes.

O parlamentar participou da entrega de 48 títulos de propriedade para moradores da Vida Santa Clara. A cerimônia de entrega aconteceu na Câmara Municipal de Timbiras, que apoiou a iniciativa de garantir dignidade e segurança para quem precisa.

Marreca também entregou uma ambulância nova do Samu, que vai reforçar o atendimento de urgência e emergência no município. Marreca Filho ainda marcou presença no encerramento do Circuito de Verão 2025 de Timbiras.

“Dia de festa! Nosso deputado, Marreca Filho, sempre nos honrando com parceria e bons presentes. Obrigado, deputado”, disse o prefeito Paulo Vinicius.

“Alegria em poder participar desse importante momento e ver que Timbiras continua no caminho certo, se desenvolvendo e se tornando sempre um melhor para se viver”, postou Marreca Filho.

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BOMBA NO JUDICIÁRIO DO MA! Estadão divulga diálogos de venda de sentenças

Por Luís Pablo Política
 
Sede do Tribunal de Justiça do Maranhão

Sede do Tribunal de Justiça do Maranhão

O Estadão trouxe à tona uma série de diálogos envolvendo o desembargador Antônio Pacheco Guerreiro Júnior, do Tribunal de Justiça do Maranhão, alvo da Operação 18 Minutos, deflagrada pela Polícia Federal, em agosto do ano passado. A ação identificou uma trama na Corte estadual do Maranhão envolvendo magistrados, políticos e assessores na venda de sentenças.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, o desembargador  Guerreiro Júnior participou da negociação da venda de sentenças de ‘forma colegiada’.

Na denúncia, contra quatro desembargadores, um deles já aposentado, e dois juízes de primeiro grau, todos alvos da Operação 18 Minutos, a Procuradoria sustenta que Guerreiro Júnior orientava seu assessor, Lúcio Fernando Penha Ferreira, para ‘negociar com advogados e lavar o dinheiro proveniente de corrupção’.

Segundo a investigação, Guerreiro Júnior atuou em parceria com os desembargadores Nelma Sarney – cunhada do ex-presidente José Sarney -, Luiz Gonzaga Almeida Filho e Marcelino Everton Chaves (aposentado), para condenar o Banco do Nordeste ao pagamento de valores milionários em favor de advogados que pagavam propinas.

Além dos desembargadores, o esquema contava com os juízes Alice de Souza Rocha e Cristiano Simas de Souza, diz a Operação 18 Minutos. Três ex-assessores dos desembargadores e treze advogados também são acusados. Ao todo, são 29 denunciados pela PGR ao Superior Tribunal de Justiça.

Os investigadores sustentam que ‘Guerreiro Júnior aderiu à organização criminosa e atuou por intermédio de seu assessor, Lúcio Ferreira, mencionado em matérias jornalísticas como servidor ostentação, em razão do padrão de vida incompatível com a função pública exercida’.

A Polícia Federal recuperou mensagens via WhatsApp de Lúcio Ferreira com Guerreiro Júnior. O conteúdo dos diálogos levou a PGR a concluir que no TJ do Maranhão operou ‘um verdadeiro esquema de mercancia de decisões’, dividido em três núcleos – judicial, causídico e operacional.

A investigação apontou que sob a supervisão e coordenação de Antônio Pacheco Guerreiro Júnior, o servidor Lúcio negociou as vantagens indevidas com os agentes corruptores, redigiu as decisões assinadas pelo desembargador e atuou como operador financeiro de seu chefe.

Segundo a Operação 18 Minutos, Lúcio ‘movimentou milhões de reais, em suas contas pessoais e de pessoa jurídica interposta, a fim de ocultar e dissimular o repasse de vantagens indevidas para seu chefe’.

A investigação afirma que com o dinheiro obtido no esquema criminoso, Lúcio adquiriu patrimônio milionário, absolutamente incompatível com a sua renda de funcionário do Tribunal de Justiça do Maranhão. Segundo a Polícia Federal, o outro elo de Lúcio para executar a venda de decisões foi o advogado Carlos Luna, do escritório Maranhão Advogados, que mantinha uma ação contra o Banco do Nordeste.

A origem do esquema, segundo a PF, é o advogado Francisco Xavier, que trabalhou no banco e ajuizou ação requerendo um valor de R$ 12 milhões, segundo ele relativo a honorários por sua atuação em causas da instituição financeira.

Em 4 de maio de 2021, o ‘colegiado’ – Guerreiro, Nelma e Gonzaga -, por unanimidade, de forma contrária ao parecer do Ministério Público, acolheu recurso de Xavier para afastar a prescrição e fixar os honorários advocatícios em 10% sobre acordo celebrado na execução de título extrajudicial.

‘PRECISO DAQUELE NEGÓCIO PROMETIDO’

A PF rastreou as decisões judiciais negociadas e proferidas em três datas: 4 de maio de 2021, de forma ‘colegiada’ por Guerreiro, Nelma Sarney e Luiz Gonzaga em uma apelação cível; em 27 de fevereiro de 2022, pela juíza Alice de Souza; e em 17 de março de 2023, pelo juiz Cristiano Simas.

Em novembro de 2023, Guerreiro Júnior solicita um encontro “com muita confidência” e “silenciosamente”. “Bom dia, amigo! Tudo em andamento. Muita dificuldade. Falaremos pessoalmente no sábado à tarde (…) Preciso daquele negócio prometido de Luna…”.

A PGR sustenta que a pessoa referida no diálogo (‘Luna’) é o advogado Carlos Luna, e a preocupação do desembargador com a confidencialidade do assunto evidencia que o ‘negócio prometido de Luna’ refere-se a uma vantagem indevida.

Os diálogos resgatados pelos investigadores indicam que o assessor cobrou Luna: “Carlinhos, falando em honorários… como andam as coisas?”

A Procuradoria destaca que, na época dessa troca de mensagens, Guerreiro estava afastado temporariamente do cargo pelo Conselho Nacional de Justiça, “o que reforça a manutenção das atividades da organização criminosa mesmo após o afastamento”.

R$ 12 MILHÕES

O caso teve início em 1983. Em 1997, o advogado Francisco Xavier — que havia trabalhado no Banco do Nordeste — ajuizou uma ação contra a instituição. Ele requereu o pagamento de valores referentes a uma suposta atuação sua em uma ação em nome da instituição. Em 2014, a título de acordo extrajudicial, Xavier e seus representantes do escritório Maranhão Advogados alegaram que ele tinha um saldo a receber do banco de R$ 12 milhões.

Em 2015, a 7ª Vara Cível do Termo Judiciário da capital maranhense identificou que o pedido do advogado induzia a erro, ao fazer uma atualização incorreta dos valores de cruzeiros para reais. Segundo o setor de contadoria, o saldo remanescente seria de R$ 51,9 mil.

No Tribunal, o caso foi julgado pela 2.ª Câmara Cível, composta por Guerreiro, relator, Nelma Sarney e Luiz Gonzaga. Segundo a Procuradoria, após o pagamento de propina pelo advogado, Guerreiro votou para determinar o pagamento dos honorários inflados. Ele foi seguido pelos colegas.

A PGR narra que as provas demonstram claramente que os votos dos três desembargadores foram proferidos com infração de dever funcional, em razão da solicitação e do efetivo recebimento de vantagens indevidas.

‘DORMIRAM NO PONTO AÍ’

Em outro diálogo interceptado pela PF, o assessor Lúcio Ferreira faz menção a outros casos que tratava diretamente com o advogado Carlos Luna. Para os policiais, a conversa ‘ratifica que o assessor e seu chefe, Guerreiro Júnior, não negociaram apenas o voto na apelação cível nº 34.227/2019, mas efetivamente aderiram à organização criminosa e venderam diversas outras decisões’.

Nesse sentido, Lúcio deu orientações a outro advogado, José Helias Sekeff, ligado a Luna, ‘sobre como proceder em outro processo’. “Ia dar a decisão agora (…) Tentar prejudicar o MS (mandado de segurança) cara! (…) Dormiram no ponto aí!”

“Não bastasse a combinação de versões entre as decisões e as manifestações processuais dos advogados, há evidências que Guerreiro Júnior e Lúcio, inclusive, redigiram minutas de peças para a organização criminosa”, crava a denúncia assinada pela subprocuradora Luiza Cristina Frischeisen.

Em dados armazenados na pasta de rede do gabinete do desembargador, no servidor eletrônico do Tribunal do Maranhão, foi encontrada uma minuta, sem identificação do subscritor, de contrarrazões do advogado Francisco Xavier no processo contra o Banco do Nordeste.

“Não se trata de uma manifestação extraída de um processo judicial, mas de uma minuta, em formato editável, o que indica com clareza que no gabinete de Guerreiro Júnior eram feitos ajustes nas petições dos integrantes do núcleo causídico da organização criminosa, fato corroborado pelas mensagens”, diz a PGR.

‘ESSE AÍ JÁ PEGOU MUITA $’

Segundo a investigação, os próprios membros do escritório Maranhão Advogados comentavam, em conversas privadas, o recebimento de vantagens indevidas por Lúcio Ferreira. Uma advogada do escritório, Emanuelle Martins, em conversa com uma interlocutora chamada Sara, comentou sobre a notícia de exoneração do assessor. ‘Esse aí já pegou muita $ (figura de um saco de dinheiro)’.

Para a Procuradoria, ‘não há como dissociar as condutas de Lúcio e de Guerreiro em relação à solicitação de vantagens indevidas, pois, como visto, o desembargador tinha absoluta ciência das ações de seu assessor e claramente coordenava as negociações criminosas’.

“As tratativas ilícitas recorrentes entre Guerreiro, Lúcio, Carlos Luna e José Helias Sekeff, somadas aos numerosos atos de lavagem de dinheiro, evidenciam que, apesar de não terem sido habilitados nos autos da apelação cível nº 34.227/2019147, os advogados efetivamente ofereceram e pagaram vantagem indevida para os desembargadores, para determiná-los a praticar atos de ofício no processo em questão (votos favoráveis)”, afirma a Procuradoria.

Os investigadores rastrearam o fluxo financeiro dos advogados Carlos Luna e José Helias Sekeff entre 12 de março de 2020, data do parecer desfavorável do Ministério Público, e 27 de abril, quando teve início a sessão de julgamento da apelação.

Naquele período, Luna e Sekeff – ‘pessoalmente e por meio de seu escritório’ (Felipe Ramos Sociedade Individual de Advocacia – ‘sacaram milhares de reais, fracionados em centenas de operações no valor de R$ 9.999,99’. Parte do dinheiro sacado em espécie pelos advogados foi entregue pessoalmente para Guerreiro e Lúcio, destaca a Operação 18 Minutos.

‘SAFADO’, ‘VAGABUNDO’

O inquérito 18 Minutos destaca que pessoas ligadas ao escritório Maranhão Advogados confirmaram pagamentos para Lúcio Ferreira. Em uma conversa entre Eliane e Fabrício Ramos, respectivamente, mulher e filho de Francisco Xavier, há menções diretas a repasses para o assessor do desembargador Guerreiro Júnior.

Na ocasião, Fabrício Ramos reclamou de uma decisão liminar do magistrado que favorecia o Banco do Nordeste no processo contra o advogado Francisco Xavier, após a liberação de um segundo alvará, de R$3,5 milhões. Fabrício disse que o assessor Lúcio estava ‘pressionado’ por investigações do Tribunal em processo administrativo.

“Aquele último agora. Foi até esse Cristiano Simas que o liberou. Dos três… três e pouco né que ele recebeu. Esse Lúcio é safado, vagabundo. Esse cara só visa dinheiro. Como ele está sendo processado, denunciaram ele, aí ele quer se livrar, tá com medo, entendeu? Vagabundo”.

Eliane, então, pergunta se houve pagamento para Lúcio. ‘Recebeu ou não? Tu não me disse’. Fabrício : ‘Recebeu, foi aquele último’

“Verifica-se, portanto, que em conversas privadas, os próprios membros da organização criminosa admitiram o pagamento de vantagens indevidas a Lúcio Ferreira, o qual, por sua vez, se enriqueceu ilicitamente e também as repassou ao desembargador Guerreiro Júnior, por meio de dinheiro em espécie”, diz a subprocuradora Luiza Frischeisen.

COMBINAÇÃO DE VOTOS

De acordo com a acusação, Lúcio também mantinha contato com a assessora da desembargadora Nelma Sarney, Zely Brown, para combinar votos na 2.ª Câmara Cível do Tribunal.

Os investigadores citam um pedido do gabinete de Nelma para que Guerreiro Júnior acompanhasse a desembargadora em um processo no qual ela abriria divergência. Segundo as mensagens, a relatora do caso nem tinha disponibilizado sua manifestação, mas Nelma já pedia o ‘apoio’ de Guerreiro Júnior para que votasse pelo improvimento do recurso.

SERVIDOR OSTENTAÇÃO

A denúncia cita que Lúcio Ferreira possui bens incompatíveis com sua função pública na Corte estadual, ao passo que ficou conhecido como ‘servidor ostentação’.

Para a PGR, o patrimônio de Lúcio cresceu quando ele foi nomeado assessor do desembargador Guerreiro Júnior. Os investigadores identificaram, em meio a buscas nos endereços do assessor, relógios caros e veículo importado. Ele comprou um apartamento de R$ 3,4 milhões à vista.

“Lúcio Ferreira obteve um acréscimo patrimonial astronômico, justamente em razão das tratativas ilícitas recorrentes com os demais membros da organização criminosa e dos numerosos atos de lavagem de dinheiro”, sustenta a denúncia.

Resenha Sertaneja acontece no próximo dia 9, em São Luís

Por Luís Pablo Política
 


Vem aí a Resenha Sertaneja em São Luís. O evento acontece no próximo dia 9, no Palazzo Eventos, a partir das 21h. “Quem não chora, faz bico” é a temática do encontro sertanejo, que vai animar e agitar os ludovicenses.

Jefferson Moraes e Felipe Grilo, consolidados no cenário nacional, são as atrações principais. Os sertanejos vão acelerar os corações com sucessos que marcaram época.

A Resenha Sertanejo vai contar também como os artistas: Iara Costa, Guilherme Torres, César Marttins, Rhuan Pablo, Everson Batista e Gustavo Gon.

Além da programação de sucesso, a estrutura também é de primeira: palco 360°, com visão privilegiada de todos os ângulos, e 12 suítes exclusivas para quem busca uma experiência premium. Os ingressos estão à venda pelo site MeuBilhete.com, e também por meio da central de vendas: (98) 92001-0851.

Escritório Carlos Sérgio lamenta morte de Mário Macieira

Por Luís Pablo Política
 
Mário Macieira faleceu nesta quinta-feira (31)

Mário Macieira faleceu nesta quinta-feira (31)

O escritório Carlos Sérgio de Carvalho Barros Advogados Associados lamentou a morte do advogado e ex-presidente da Ordem dos Advogados- Seccional Maranhão (OAB-MA), Mário Macieira, nesta quinta-feira (31), em São Luís (veja aqui).

O escritório de advocacia enalteceu os valores de Mário Macieira, a trajetória e o exemplo de ética e dedicação do ex-presidente da OAB-MA.

Mário Macieira morreu após complicações hepáticas, que enfrentava desde 2024. Chegou a fazer um transplante de fígado e tratamento no Rio de Janeiro. Nos últimos dias foi internado em estado grave no hospital UDI, no baiiro Jaracaty.

Dra. Eva Curió recebe apoio do vice-prefeito de Apicum-Açu

Por Luís Pablo Política
 
Sabóia, Dra. Eva e Thalmon

Sabóia, Dra. Eva e Thalmon

A pré-candidatura da Dra. Eva Curió, primeira-dama de Turilândia, ganhou mais dois importantes reforços na região da Baixada Maranhense.

O vice-prefeito de Apicum-Açu, Sabóia, e o líder político Thalmon declaram apoio à Dra. Eva. Os dois são muito respeitados na região e têm uma liderança consolidada no cenário local.

Ambos abraçaram o projeto da pré-candidatura porque acreditam no potencial da Dra. Eva, que tem uma história de dedicação às causas sociais e à saúde. A primeira-dama agradeceu o apoio e reafirmou seu compromisso com o povo maranhense.

“Em Apicum-Açu, a caminhada se fortalece com a parceria do vice-prefeito Sabóia e o grande líder político Thalmon, que trazem suas trajetórias, suas histórias e a vontade de somar em um projeto que olha para o Maranhão com responsabilidade e coragem. É essa construção coletiva, feita com gente de verdade, que dá sentido à nossa jornada”, frisou Dra. Eva Curió.

Morre o ex-presidente da OAB-MA, Mário Macieira

Por Luís Pablo Política
 
Mário Macieira morreu aos 54 anos

Mário Macieira morreu aos 54 anos

O advogado e ex-presidente da OAB-MA, Mário Macieira, morreu aos 54 anos, no UDI Hospital, em São Luís. Ele estava internado em estado grave devido a complicações hepáticas.

Mário Macieira chegou a fazer um transplante de fígado no Rio de Janeiro, onde foi transferido em UTI aérea para o Rio de Janeiro. Teve uma melhora após o procedimento, mas piorou quando retornou ao Maranhão.

Nos últimos dias, enfrentou uma infecção generalizada e precisou ser entubado. Mas não resistiu. A OAB-MA decretou luto oficial pela morte do advogado Mário Macieira, presidente do conselho vitalício.

Leia a íntegra da nota da OAB-MA:

“É com profundo pesar que a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Maranhão (OAB/MA) comunica o falecimento do ilustre advogado Dr. Mário de Andrade Macieira (OAB/MA 4217), presidente do Conselho Vitalício da OAB Maranhão e ex-presidente da Seccional no período de 2010 a 2015.

Dr. Mário Macieira foi uma das vozes mais firmes e comprometidas na defesa das prerrogativas da advocacia, do ensino jurídico de qualidade e das pautas que fortalecem a classe e beneficiam diretamente a sociedade. Sob sua liderança, foram realizadas importantes ações institucionais, incluindo a construção de novas sedes em várias subseções, consolidando a presença da Ordem em diversas regiões do Estado e promovendo melhores condições de atuação para os profissionais da advocacia.

Sua trajetória foi marcada por um incansável compromisso com a valorização da profissão, com o diálogo democrático e com a defesa de direitos fundamentais. A advocacia maranhense perde uma de suas maiores referências, cuja dedicação e legado permanecerão vivos na memória da nossa instituição.

Diante dessa irreparável perda, a OAB Maranhão decreta luto oficial de três dias e se solidariza com os familiares, amigos e toda a comunidade jurídica neste momento de dor. Em reconhecimento ao trabalho prestado à advocacia, a OAB Maranhão expressa todo seu sentimento de luto e pesar à família, amigos e à advocacia.”

São Luís (MA), 31 de julho de 2025
Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Maranhão (OAB/MA).